26 agosto 2015

Discografia: Red Hot Chili Peppers (1984-91)


 Uma das bandas que mais marcou a minha vida - e a de todo mundo que nasceu nos anos 90 - sem dúvida, foi o Red Hot Chili Peppers. Donos de uma mistura única de rock psicodélico, funk e rap, a banda da Califórnia já soma um total de 10 álbuns de estúdio. Saiba um pouco de cada um deles, em duas etapas. 
 Nessa primeira parte, falarei um pouco sobre os 5 primeiros discos, que embora menos conhecidos, foram importantes para a consolidação da sonoridade da banda.


The Red Hot Chili Peppers (1984)
O Self-title, disco de estreia da banda foi produzido pelo guitarrista da banda Gang of Four, Andy Gill. De cara eles já demonstram uma sonoridade bem original: um funk-rock bem agressivo com rimas de rap, em uma época em que o hip-hop ainda não era muito difundido.
  Com Anthony Kieds na voz, Flea no Baixo, Jack Sherman na guitarra e Cliff Martínez na bateria, o álbum é composto por 11 músicas (mais 5 demos lançadas futuramente). Teve dois singles: "Get Up and Jump" e "True Man don't Kill Coyotes", primeiro clipe da banda. Foram vendidas 300 mil cópias, um número considerado pequeno para a época. Além disso, é o único trabalho da banda com Jack Shernam na guitarra. Ele foi demitido ao final da tour.  

Freaky Styley (1985)
O segundo álbum do grupo ficou marcado pelo retorno de Hillel Slovak às guitarras. Ele foi membro fundador da banda, nos tempos de escola. "Freaky" contou com a produção de George Clinton,  das bandas Parliament e Funkadelic, grandes referências para os músicos do Red Hot. Todo processo de composição e gravação foi realizado na casa de George, próxima à Detroit.
 O disco conta com 14 faixas, sendo os singles "Jungle Man", "Hollywood (Africa)" e "Catholic School Girls Rules" (única que ganhou vídeo). Sua capa é uma referencia ao quadro "Juízo Final" de Michelangelo
 Durante essa tour, a banda já passava alguns problemas com internos, principalmente pelo abuso de drogas. Então, o baterista Cliff Martinez  é demitido e  mais um membro fundador é convidado a voltar. Dessa vez, é Jack Irons.


The Unplif Mofo Party Plan (1987)
 Dois anos depois, os caras voltam ao estúdio, com toda formação original reunida. Dessa vez contando com a produção de Michael Beinhorn, a banda incorporou a sua sonoridade elementos de Reggae e Metal, dois gêneros que tiveram seu boom nessa época. Em meio as 12 músicas, apenas duas foram trabalhas ("Fight Like a Brave" e "Me and My Friends"). Até hoje, é tido como um dos álbuns mais pesados dos Chili Peppers.
 Enquanto o disco teve um desempenho bem superior aos seus antecessores e o nome da banda começava a ganhar peso, Anthony e Hillel enfrentavam problemas com o uso de heroína. Até que, no início da turnê, a banda é surpreendida com a notícia da trágica morte de seu guitarrista, em consequência de uma overdose. Abalado com a perda do amigo, Irons decide deixar a banda.

Mother's Milk (1989)
https://play.spotify.com/album/1oOkcBu5bgkUzZTvKD1m8z?play=true&utm_source=open.spotify.com&utm_medium=open

 Anthony começa a se tratar, e então Flea decide continuar com a banda. Logo começam a procurar novos músicos. Primeiro encontram o guitarrista: John Frusciante, de apenas 19 anos, que chamou atenção não só pela técnica, mas também por ser fã e conhecer todas as músicas da banda. Em seguida, foram atrás de um baterista. Depois de inúmeros testes, decidiram que Chad Smith era o cara escolhido. Mesmo tendo um estilo diferente, por vir do Rock mais pesado, ele os impressionou. Estava formada aquela que viria a ser a grande formação do Red Hot Chili Peppers.
  Finalmente, eles voltam ao estúdio e mantém o produtor Beinhorn. Dessa vez um álbum de 13 faixas, sendo 2 covers - "Fire", de Jimi Hendrix e "Higher Ground" de Steve Wonder. Essa última, inclusive foi uma das músicas de trabalho, assim como "Knock Me Down" e "Taste The Pain". O trabalho ainda conta com outras músicas incríveis como "Sexy Mexican Maid", por exemplo.
 A entrada dos novos integrantes, trouxe novos horizontes, a criatividade de John Frusciante toda a diferença na harmonia. Além disso, seus vocais de apoio encaixaram muito bem. Anthony, por sua vez, começa a explorar o vocal mais melódico, alternando com os raps.
 O disco teve ótima recepção, assim como os shows da turnê. Esse momento de superação foi o grande turning point da carreira da banda.

Blood Sugar Sex Magic (1991)
 Dois anos se passam e com a formação nova bem consolidada, decidem começar a produzir aquele que viria a ser o clássico disco da história da banda. Blood Sugar, quinto trabalho, foi produzido pelo grande Rick Rubin. Para compor e gravar, a banda se alocou na antiga mansão e as gravações ocorreram de forma mais analógica possível, compondo através das jams, como de costume.
 E assim nasceu esse disco repleto de clássicos, como "Give It Away", "Suck My Kiss", "Under The Brigde", "Funk Monks" e a música que dá nome ao trabalho: "Blood Sugar Sex Magik", além de um cover de Robert Johnson, "They're Red Hot". A partir daí ficaram em primeiro nas principais listas e se tornaram a grande banda do início da década de 90. Pra ter ideia, foram vendidas 13 milhões de cópias em todo e uma turnê que rodou diferentes países. Foi inclusive quando vieram ao Brasil pela primeira vez, tocar no festival Hollywood Rock. Nesse época, essas músicas tocaram por todo o mundo, talvez os próprios integrantes não tivessem noção da tamanha recepção que o disco teve. De fato, é um registro que marcou aquela época e que abriu caminhos para diversas bandas, tanto para introduzir o groove ao rock mais pesado, como o Faith No More e Pantera, quanto também para introduzir o rap ao universo do rock, como em bandas como Limp Bizkit e Link Park, por exemplo.

- NO PRÓXIMO POST: "One Hot Minute", "Californication", "By The Way", "Stadium Arcade" e "I'm With You".

Um comentário:

  1. The Uplif Mofo Party Plan, Mother's Milk e Blood Sugar Sex Magik = Santíssima Trindade do RHCP (na minha opinião)

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